sábado, 12 de novembro de 2011

Dóceis

Olhemos nossos corpos nus.
Comunhão de diversidades,
Pele viva, herança de Gaia.
Celebração de metamorfoses
labirínticas da vida.
Verdades, afetos, se expõem.
Em tempos impostos,
em ritmos padronizados de viver.
Olhemos nossos corpos.
Seus silêncios, refluxos, flatulências, rotinas.
Nossas mãos que tocam,
o nosso e os outros corpos.
Reconhecimento de identidades.
Metodologias.
Nós de significações em fomes devoradoras,
de si e do outro.
Escalda pés cerebral,
restauração de buracos negros.
Legítimos amores criantes
que constroem histórias embrionárias dinâmicas.

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