Wendy e Sininho
Em brigas de Exu
Dentro do indivíduo.
Pequenos reparos.
Noel na Ratclif,
Meirelles no caminho.
Bernúncia, barros,
ritmo de festa da juventude.
Desproporções tiranossauricas.
Construção de pomares sem podas.
Paranóias da maturidade,
diversão das ressacas.
Espiral em deriva,
Ciclos viciosos de eras de ouro.
Liberdade potencial vigiada.
O negócio é ser do RH.
Húmus.
A pessoa se adapta!
domingo, 2 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Ano Novo
Acendi
velas.
Acendi
incensos e cigarros.
Mantive a
consciência alterada,
Alguns chakras
abertos.
Revi meus
amores,
Meus padrões
infantis.
A eterna
síndrome do abandono...
O mergulho
pisciano se aproxima.
Mudanças de
pele, instituto butantan, antídotos.
Até ontem
previ dores, a partir de amanhã quero parir prazeres.
Em 10 anos
fiquei mais erudita.
Que nos
próximos 10 eu fique mais humana.
E
finalmente, que eu aprenda a celebrar.
Noite de Kins
Gira, roda
se balança na fogueira.
Canta.
Embala, encanta.
Cirandeia, serpenteia
na chama da fogueira.
Queima, dissolve.
Dilua e flua.
Flutua.
Grande nuvem
que não habita tamanho céu estrelado.
Evapora e fim.
se balança na fogueira.
Canta.
Embala, encanta.
Cirandeia, serpenteia
na chama da fogueira.
Queima, dissolve.
Dilua e flua.
Flutua.
Grande nuvem
que não habita tamanho céu estrelado.
Evapora e fim.
Abolição
Me leva pra África,
antes que eu vire tua sinhá.
Te atira na minha senzala,
me cozinha feijão.
Meu negro Sirilo,
vem gingar capoeira,
dançar candomblé...
Do navio negreiro
ao quilombo de Zumbi.
antes que eu vire tua sinhá.
Te atira na minha senzala,
me cozinha feijão.
Meu negro Sirilo,
vem gingar capoeira,
dançar candomblé...
Do navio negreiro
ao quilombo de Zumbi.
Na terra de cegos
O ritual.
Moer a erva, tirar a semente...
Deslizar os dedos, a língua...
Debaixo da lua crescente,
Tudo nos leva ao cruzeiro do sul.
Submersos no escuro deserto:
Led Zeppelin, nós e as três marias.
Moer a erva, tirar a semente...
Deslizar os dedos, a língua...
Debaixo da lua crescente,
Tudo nos leva ao cruzeiro do sul.
Submersos no escuro deserto:
Led Zeppelin, nós e as três marias.
Oxigênio
Nas sombras inclusas
da fumaça que ainda resta,
Defilo pelas esquinas
a coragem de ainda ser quem sou.
Exibo a cara marcada,
o pulso cortado e as mãos,
que o tempo me obrigou atar...
A dor de cabeça constante,
os efeitos das drogas burguesas.
É a vida - que cega - me acusou.
Ouça a voz do tempo,
ele não dormiu.
E eu continuo a dormir...
da fumaça que ainda resta,
Defilo pelas esquinas
a coragem de ainda ser quem sou.
Exibo a cara marcada,
o pulso cortado e as mãos,
que o tempo me obrigou atar...
A dor de cabeça constante,
os efeitos das drogas burguesas.
É a vida - que cega - me acusou.
Ouça a voz do tempo,
ele não dormiu.
E eu continuo a dormir...
O Centro
Entre céu e terra,
nasce o anjo.
Entre mar e soluços,
surge a luz.
A foice, a lua, a morte...
Entre uma calçada e outra,
pedras da rua.
Complete: desperte!
A terra, o vento, ao pó.
Entre os montes e as árvores,
o riacho entre margens.
Entre linhas.
A água, a vida, a fé.
Entre bocas e línguas,
entre beijos, tuas lágrimas.
Sobre a face: sobrancelha.
O êxtasem a loucura, o pão.
Entre ver e sentir,
o coração.
Entre mim e ti,
escuridão.
A mão, o pé, a solidão...
nasce o anjo.
Entre mar e soluços,
surge a luz.
A foice, a lua, a morte...
Entre uma calçada e outra,
pedras da rua.
Complete: desperte!
A terra, o vento, ao pó.
Entre os montes e as árvores,
o riacho entre margens.
Entre linhas.
A água, a vida, a fé.
Entre bocas e línguas,
entre beijos, tuas lágrimas.
Sobre a face: sobrancelha.
O êxtasem a loucura, o pão.
Entre ver e sentir,
o coração.
Entre mim e ti,
escuridão.
A mão, o pé, a solidão...
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